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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Meretrizes

Ó meretriz, que já fui seu servo. Repousou-me em teus braços, recusou minhas lamurias, fez sumir tristeza. Tornou-me escravo de seu efémero carinho, uma paixão de minuto. Com tuas estórias fez a minha parecer conto de ninar.

Agora sinto ser refém de sua compania. Saiu a sua procura no cair da noite, passo as madrugadas em claro a procurar em outras a afinidade que outrora se fez em seu colo.
Amores vadios já são obra da casualidade, não são mais que desencontros, desaventuras.

Partires sem se despedir, deixas a vagar em tua busca através dos becos e portas entre abertas onde as fracas luzes só fazem refletir tua imagem como espelhos e tornam a me enganar, e sem deixar a busca dos sentimentos teus não findar.

Ó! rameira que fez feliz uma noite qualquer, diferente das outras conseguiste espantar o desalento que sempre torna ao raiar dos dias, sem que na madrugada lúgubre tenha passado junto a ti.

Essa eterna busca sem fim! Deverá fenecer longe de ti e de outras, ó meretriz.