Um palco, um picadeiro. As luzes se acendem o público a espera de seu grande astro. Quem? o palhaço. Sim o palhaço, que tem o don de alegrar as pessoas. Que produz solitário seu espetáculo sob as luzes. Ator principal de suas piadas como também de seus dramas.
Dramas esses no qual as lágrimas se escondem debaixo da pintura. Que ficam sufocadas pelo sorriso. Mesmo que este não seja sincero.Pois ninguém acredita que o emissor de tantas alegrias seja capaz de chorar, choro esse que não é de felicidade.
Após fenecer o show, recolhe-se em seu camarim, lembranças ruins voam em sua mente, tristeza outrora guardade debaixo de de tão tenro sorriso feito à maquiagem. A mesma água que liberta que defaz o pintura alegre trás consigo as durezas da vida, os dissabores, os amores mal resolvidos.
Agora, solitário em seu reduto de descanso, como o mesmo foi no centro do picadeiro, porém sem luzes e nem público ao vê-lo, derrama-se em lágrimas como em um desabafo alivia seu peito amargurado. Como se estivesse limpando a alma.
Há..., quem me derá ser um palhaço. Poder ocultar sentimentos que já não me valhem , expulsá-los da mente.
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terça-feira, 10 de março de 2009
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